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24/02/2009 23:37

Samba de 99

Como é carnaval,

sugiro clicar aquie ouvir o samba-enredo de 1999, ao vivo, dos Gaviões na avenida, samba campeão, aliás.
enviada por Leco Polegar



24/02/2009 17:55

Resultado justo

O resultado do carnaval paulistano confirma um cenário que vem se consolidando no sambódromo da cidade:

- Seis escolas estão num nível bem superior às demais: Mocidade, a campeã de 2009, Vai Vai, Rosas, Gaviões e Império da Casa Verde

- Três aparecem num nível intermediário: X9, Tucuruvi e Vila Maria

- E o restante beira à medíocridade e diminuem a qualidade do carnaval: Pérola Negra, Mancha, Tom Maior, Leandro, Nenê e Peruche.

É isso.

Ano que vem temos o centenário do Corinthians. Vai dar samba na avenida...
enviada por Leco Polegar



22/02/2009 19:16

Vale a pena ler


http://blogdocosmerimoli.blog.uol.com.br/index.html

Como Ronaldo chegou ao Corinthians...


Francisco Monteiro. 65 anos. Sua vida é uma mistura de conto de fadas, filme de suspense com novela policial. Foi ele o empresário que levou Ronaldo ao Corinthians.

Sua primeira idéia era acabar com a aposentadoria de Zidane e levá-lo ao Parque São Jorge. Ele caiu em desgraça com a mídia desde que entregou para televisões e rádios cópias de uma fita cassete. Nela, o ex-presidente do São Paulo, José Eduardo Mesquita Pimenta, aparentemente cobrava uma quantia de dinheiro pela venda do ponta Mário Tilico ao Atletico de Madrid. Em 1992.



"A maior prova que o desonesto não era eu veio do próprio São Paulo. O clube me procurou cinco anos depois para vender o Denílson em uma transação de US$ 30 milhões. Eu fiz o que tinha de fazer com o Pimenta e não me arrependo", afirma Todé.



Fez da Espanha seu paraíso particular.Vendeu jogadores como Rivaldo, Djalminha, Luizão, Viola, Mazinho, Flávio Conceição, Mauro Silva, Antônio Carlos, Cafu. Levou Palmeiras, São Paulo e Corinthians para torneios importantes e tradicionais como o Ramon de Carranza e Tereza Herrera. Fez, e se arrepende, de Carlos Alberto e Jair Pereira treinadores de clubes espanhóis.



Nos último anos tem trabalhado com showbol. Ele até trouxe Maradona ao País para enfrentar a Seleção Brasileira.



"Não sei porque as pessoas fazem de conta que o Todé não existe. Foi ele quem convenceu o Ronaldo a ir para o Corinthians. Foi ele quem falou com o Andres. O Todé fez tudo, tem todos os méritos", admite o médico Joaquim Grava.



Como foi que você levou o Ronaldo para o Corinthians?

A história é simples. Eu encontrei o Ronaldo há um ano e meio na Itália. Perguntei se ele estava disposto a jogar showbol. Ele me respondeu que ainda iria jogar uns dois ou três anos. E queria atuar no Brasil. Fiquei com aquilo na cabeça. Depois alguns amigos me apresentaram o Zidane e falaram que ele não parava de fazer partidas beneficentes.



O que o Zidane tem a ver com o Corinthians?

Tudo, meu filho. Tudo. Calma, vou explicar. Em dezembro do ano passado, o Joaquim Grava me disse que o Andres Sanches queria contratar de qualquer maneira um jogador de impacto. Atleta para fazer marketing, atrair a atenção mundial. Eu pensei no Zidane. Já pensou? Ia ligar para os meus amigos, quando lembrei do Ronaldo e falei para o Grava. Ele ficou empolgado e ligou para o Andres. Eu peguei o telefone e perguntei: 'Te interessa o Ronaldo no Corinthians?'. O Andres ficou louco e respondeu do jeito espanhol dele "Claro, porra. Traz ele para mim."



E o que você fez?

Não sou bobo. Telefonei para o Djalminha que é 'irmão' do Ronaldo. E fomos juntos conversar com ele no Rio. Fui direto. Falei para esquecer essa história do Flamengo porque se o clube o quisesse de verdade já teria feito proposta. E perguntei se ele queria jogar no Corinthians em São Paulo. Ele tomou um susto danado. Pensou 30 segundos e disse: "Corinthians? Claro, quero. Me vê isso aí". Chamei o Andres para o Rio. O encontro foi engraçado.



Como assim?

O Andres foi direto: "Ronaldo, quero você no Corinthians. Mas não tenho dinheiro". O Ronaldo respondeu na lata. "Quem está falando de dinheiro aqui é você. Se fosse por dinheiro eu iria para o Catar. Eu quero ter o prazer de jogar de novo. Sentir que uma torcida está comigo. Vamos fazer o seguinte: me dá as mangas da camisa e o calção. E mais um salário que depois a gente combina. Usa a minha imagem. E está fechado". Os dois deram as mãos e estava fechado a maior contratação da história do Corinthians.



E a história que o patrocínio vai ser árabe?

Pelo que eu sei tem muita chance. Isso porque já acertei alguns jogos do Corinthians em Dubai. E também fechei um contrato para o Ronaldo dar um nome a um edifício gigantesco por lá. Acertei também para o Pelé e para o Guga. Os caras são loucos por batizar prédios. O Beckham acaba de ganhar uma nota preta para deixar colocarem o nome dele em quatro edifícios. Ah, e times japoneses também querem amistosos com o Corinthians de Ronaldo.



Gente importante do Corinthians disse que você ainda não ganhou dinheiro por ter levado o Ronaldo ao Parque São Jorge.

Deixa falar. Eu confio no Andres. Ele e o Ronaldo sabem o que fiz para essa negociação dar certo. Vou receber o meu.



Por falar em confiança, o que você fez com o ex-presidente do São Paulo, José Eduardo José Mesquita Pimenta, foi um ato de traição, não?

(irritado) Traição? Eu? Ele quis ganhar dinheiro às custas da venda do Mário Tilico e sou eu quem traí? Pelo menos você me pergunta na cara e não pelas costas como muita gente faz até hoje. Fiz o que eu tinha de fazer. Não me arrependo. Dei a fita para várias emissoras de rádio e televisão. Fiz para mostrar quem era ele.



Mas você ficou com fama de empresário picareta, maldito...

(mais irritado ainda) Isso para quem é imbecil. Cinco anos depois do que aconteceu com o Pimenta, o São Paulo me chama para vender o Denílson. Sou maldito? Sou picareta? Para quem interessa, para a direção do São Paulo que era outra, não. Minha consciência está tranqüila.



A história da venda do Denílson é hilária...

É verdade. O Denílson estava no auge em 1997. O Real Madrid, o Barcelona, o Atlético de Madrid, a Lazio e o Bétis queriam levá-lo. Estava uma disputa enorme na imprensa. O São Paulo precisava de dinheiro e sonhava com US$ 7 milhões. Eu e o meu falecido parceiro Fernando Torcal fomos visitar os clubes. Quando chegamos na diretoria do Bétis, a imprensa estava falando em números astronômicos. Ao tentar fazer a proposta, o presidente e banqueiro Manuel Luiz Lopera, nos interrompeu. Íamos pedir US$ 9 milhões. Ele foi logo falando: "Olha, o máximo que podemos pagar é US$ 28 milhões, em três vezes. E nem um dólar a mais". Olhei para o Torcal. Nos seguramos para não tremer. Falamos que daríamos a resposta no dia seguinte.



E aí?

Quase morremos do coração quando chegamos no hotel. O Torcal me

Xingando por não ter aceito na hora. Ficamos a noite inteira andando no quarto de hotel sem dormir. Quando amanheceu fechamos o negócio e comemoramos. Se nós fôssemos picaretas pegaríamos os US$ 8 milhões e daríamos ao São Paulo e racharíamos o resto com o Lopera. Como muito empresário já fez. Eu, não. Nunca precisei roubar ninguém.



Qual o pior negócio que você fez?

Empurrar o Carlos Alberto Silva e o Jair Pereira para trabalhar em clubes espanhóis. Os dois foram mal demais. Assim como o Vanderlei Luxemburgo que foi trabalhar no Real Madrid. Não sabia falar espanhol direito. Os jogadores tiravam sarro dele pelas costas nos vestiários. Treinador para trabalhar na Espanha tem de, no mínimo, falar bem demais espanhol para não dar vexame.



E o showbol?

Está dando certo demais. Se fosse picareta jogadores como Ricardo Rocha, Djalminha e muitos outros que atuaram na Seleção não estariam comigo. Eu tenho contrato com rede de tevê a cabo por quatro anos. Trouxe a Seleção Argentina com o Maradona. Agora vou trazer a França com o Zidane para jogar no Ibirapuera e no Maracanãzinho. Meus jogadores sabem que mal acaba a partida eu chego em cada um com um envelopinho com o dinheiro. Eu não sou maldito. Malditos são os outro. Não o Todé. Taí o Ronaldo no Corinthians que não me deixa mentir.
enviada por Leco Polegar



22/02/2009 19:16

Desfile dos Gaviões

O blog está de volta, agora em 2009, em pleno domingo de carnaval.

Assisti ao desfile dos Gavioes. O melhor já feito desde 2003, quando ganhamos o título. Muito bom mesmo, até o samba, que acho fraco, conseguiu se dar bem na avenida.

Agora, é esperar a terça-feira.
enviada por Leco Polegar



17/12/2008 01:57

VAI CORINTHIANS!

VAI, TIMAO!
enviada por Leco Polegar



25/10/2008 18:54

Voltamos

O time do povo está de volta. A torcida que derrubou um presidente também voltou. Pobre daqueles que subestimaram o clube mais popular do país. O Corinthians será sempre Corinthians.

Varremos a corrupção de Alberto Dualib. E hoje cumprimos a obrigação. É só.

enviada por Leco Polegar



25/09/2008 22:52

Ainda bem

Acabo de ler trechos de uma entrevista de Dualib à Rádio Record (veja aqui). Mais uma vez, a história do Corinthians se repete.

Ou melhor, assim como na política, a palavra traição surge nos argumentos de quem é acusado. Ano passado, cobri do início ao fim a crise envolvendo o então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Em sua defesa, Renan se dizia traído pelos colegas. Até hoje diz isso.

No futebol não é diferente. A vida é assim. Quando a crise aperta, todos se afastam. Normal. Dualib colocou o Corinthians na lama. E todos que o cercaram abandonaram.

Me recordo da festa de 93 anos do Corinthians no salão nobre do clube. Eu estava lá, não como repórter do iG, portal onde trabalhava, mas como colaborador do O Gavião. Assisti de perto ao que hoje pode parecer impossível: Dualib, Citadini, Andrés e tantos outros lado a lado celebrando o corinthianismo com uma orquestra do lado de dentro, e a torcida do lado de fora cantando samba (leia aqui).

É, caro Dualib, você apenas reforça o que se tornou rotina na história do Corinthians. Você mesmo traiu Vicente Matheus, não se recorda? E agora reclama de traição? E Wadih Helu nos 70? E Ignácio Trindade na década de 50? Todos traídos, e nenhum santo.

Sua história se encerra assim, caro Dualib. Ainda bem.
enviada por Leco Polegar



25/09/2008 22:48

Vale a pena ler

Achei a entrevista que fiz com Lourenço Diaféria em outubro de 2003 para o jornal O Gavião. Uma aula de corinthianismo. Lá de cima, os operários do Bom Retiro certamente fazem festa na sua chegada:

Clique aqui para ler no site da Gaviões.

Ou leia abaixo:

O Gavião - Muita coisa tê surpreendeu na história do Corinthians?

Lourenço Diaféria - Quando comecei a escrever o livro, cheguei a algumas conclusões que já supunha que existissem. Mas eu acabei me convencendo. Por exemplo: eu entendo que o Corinthians é o maior clube do Brasil. Não porque eu acho. O Flamengo não é maior que o Corinthians. O Flamengo começou na época em que só havia uma emissora nacional, que era a Rádio Nacional. Então só se falava no Flamengo, já que era a rádio Nacional do Rio que comandava a rádio no país. Esse negócio de torcida é influência da rádio. Eu entendo hoje que o Corinthians, pelas suas origens, seu projeto e uma série de características, é o maior clube do Brasil.

O Gavião - O livro conta que o Corinthians foi fundado sob a luz do lampião. Isso é uma lenda ou realmente é verdade?

Diaféria - É verdade. Aí você vai às raízes do Corinthians. O Corinthians começou sem emissora, sem rádio, inclusive sem placa. Os fundadores não tinham sede. Se reuniam no Bom Retiro, na rua. Quando falo que nasceu à luz do lampião, pode parecer romantismo. Mas é que não tinha sede.

O Gavião - E isso o ajudou a ser um clube popular?

Diaféria - Acho que não. É que o Corinthians é uma manifestação das mais autênticas, senão a mais. Esse é o ponto. Não é um clube popular. É o clube popular. Porque ele nasceu com o povo. Na história do Corinthians até o roupeiro tem importância.

O Gavião - O livro diz que antes de Corinthians, outros dois nomes foram sugeridos: Santos Dumont e Carlos Gomes. Procede isso? O Corinthians quase se chamou Santos Dumont?

Diaféria - Sim. Ninguém se lembrava em dar o nome Corinthians. É um nome estrangeiro. Os torcedores deram sugestões. Mas prevaleceu Corinthians por causa de um clube inglês, o Corinthian, que havia visitado o Brasil na época.

O Gavião - No livro, você fala bastante do Neco...

Diaféria - O Neco foi um padrão corinthiano numa época em que o futebol era diferente. Uma vez ele recebeu uma proposta muito boa do Fluminense. O pai dele disse que, se ele fosse, iria tomar uma surra. E o Neco começou e acabou no Corinthians.

O Gavião - O livro fala muito do distintivo do Corinthians. Você concorda que é o mais bonito do Brasil?

Diaféria - É o mais bem trabalhado. É a tal história: no distintivo do Corinthians tem tudo. Tem âncora, o símbolo da esperança. Os remos, do tempo em que o clube tinha regata. Tem ainda a bandeira paulista. De todos os clubes, o único que tem a bandeira é o Corinthians. Tem a corda da embarcação também. Ele começou com duas letras cruzadas e foi evoluindo. É lindo. É uma obra de arte.

O Gavião - O livro conta também um pouco de Elisa, Tantã e Chico Mendes. Eles foram os torcedores símbolos da história do clube?

Diaféria - Hoje não são mais. Porque estamos voltando no tempo. A Elisa era empregada doméstica. E tinha um trato: em dia de jogo do Corinthians, ela não trabalhava. O Chico Mendes, que também faleceu, inventou o charuto corinthiano. O charuto virou um símbolo. O Tantã não tinha uma perna. Ele ia ao estádio de muleta. E tem uma história que parece folclore: ele iria casar, mas o Corinthians marcou um jogo na mesma data, e ele mudou a data do casamento. Hoje temos também a Tia Geni, que era lugar-tenente da Elisa, segundo posto.

O Gavião - O Corinthians é um fenômeno social?

Diaféria - É lógico que sim. Hoje (data da entrevista) é dia 1º de outubro. Os jornais dizem que um ex-presidente do Flamengo foi preso. Se isso acontece no Corinthians, a casa teria caído.
enviada por Leco Polegar



25/09/2008 18:16

DIA DE FESTA! A PRAGA TÁ FORA

"GLOBOESPORTE.COM
São Paulo
Tamanho da letra

O ex-presidente corintiano Alberto Dualib pediu, nesta quinta-feira, o seu desligamento do quadro associativo do clube. Dualib, que renunciou ao cargo em agosto do ano passado, seria expulso na próxima terça-feira, dia 30, em reunião do Conselho Deliberativo.

Tanto Dualib quanto o seu vice-presidente Nesi Curi, que também apresentou renúncia em 2007, são alvos de diversas investigações do Ministério Público, com acusações de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e emissão de notas frias. Baseado nisso, a ala de oposição solicitou a sua expulsão do clube.

Na última quinta-feira, o ex-dirigente chegou a entregar, através de um dos seus advogados, a sua defesa. Mas, nesta quinta, decidiu-se pelo desligamento. O pedido de Alberto Dualib foi recebido pelo presidente do Conselho Deliberativo, Carlos João Eduardo Senger.

Apesar disso, a reunião dos conselheiros na próxima terça-feira está mantida. Servirá apenas para oficializar a sua saída."
enviada por Leco Polegar



17/09/2008 11:32

Morre parte da história do Corinthians

A nação corinthiana está de luto. A história do Corinthians está de luto. Morreu hoje o cronista e corinthiano Lourenço Diaféria, aos 75 anos. Ele é o autor do livro "Coração Corinthiano", lançado pela Fundação Nestlé no começo dos anos 90.

Ganhei o livro aos 13 anos de meu pai. Em 600 páginas, Diaféria conta com detalhes como o clube mais popular do Brasil foi criado.

Por causa dele, aprendi que jovens operários do Bom Retiro fundaram no dia primeiro de setembro de 1910 uma paixão. Através de Diaféria, conheci nomes como Alexandre Magnami, Joaquim Ambrósio, Antonio Pereira, Rafael Perrone, e outros operáros. Graças a eles existe hoje essa nação chamada Corinthians.

Conheci Diaféria pessoalmente em 2003, quando gravei meu documentário "Corinthians, Minha Paixão é Você" para o trabalho de conclusão do curso de jornalismo da PUC-SP. Além de toda simpatia, ele me passou um pouco mais da história do clube.

Coloquei no documentário uma frase dele que jamais esquecerei: "O Corinthians é uma mistura de anseio popular, de fibra, é um fenômeno sociológico ainda não investigado direito".

Sábio Diaféria. Descanse em paz ai cima. Os operários do Bom Retiro vão recebê-lo com toda honra merecida. Lá em cima, o hino do Corinthians toca na sua chegada.
enviada por Leco Polegar



16/09/2008 17:26

DF

O blog está de volta nesse endereço. Hoje é dia de festa aqui em Brasília.

Mais um treino de volta à série A!
enviada por Leco Polegar



08/05/2008 00:11

O Flamengo não me engana

A eliminação do Flamengo da Libertadores comprova duas coisas. Primeiro é que o time deles é mediano. Uma coisa é ganhar o quadrangular no Rio de Janeiro (sim, aquilo não é campeonato, é um torneio com quatro equipes). Outra é disputar uma Libertadores.

Essa ilusão, estimulada pela Rede Globo, de que o Fla, Raça, Amor e Paixão, é um timaço leva a esses micos como o desta noite. Sem falar nesse Joel Santana, uma das maiores fraudes que o futebol já inventou. Nunca vi uma preleção, como a TV mostrou, em que o treinador só fala: “vamos lá, car...”. Isso é coisa de várzea.

Em segundo lugar, vale registrar o que disse o narrador da Globo no fim do jogo: “A torcida não consegue incentivar”. Boa. É isso. Ninguém dúvida que o Flamengo tem a maior torcida. A Rádio Nacional merece uma estátua na Gávea.

Agora, não me diga que eles são apaixonados. Não são. São maiores. Mas fracos. Torcida oba-oba que se cala na hora em que o time mais precisa dela. Canta músicas que não empurram o time, fica com esse mela-cueca de estádio insosso.

Sinceramente, indicaria a torcida do Flamengo para animar festa de criança. Faria uma festa linda. Agora, empurrar time de futebol, meu deus. Que fiasco.

Sugiro aos flameguistas de verdade, aqueles parecidos com os são-paulinos que se empolgam em decisões, que façam um curso com a Fiel Torcida.

Passamos 23 anos sem títulos, e a torcida só cresceu. O Corinthians sendo rebaixado no ano passado e não paramos de apoiar. Ahh, e no dia 5 de dezembro de 1976, colocamos 75 mil corinthianos no Maracanã.

É isso. O Flamengo não tem time. Tem torcida, mas amadora. O Corinthians tem uma diferença: não tem uma torcida. É a torcida que tem um time.
enviada por Leco Polegar



05/05/2008 13:52

Está no papel

Embora eu ache que a construção de um estádio não seja essencial no momento, descobri que o novo estatuto do clube, aprovado em março deste ano, fala nisso. É o artigo 140. Ou seja, teoricamente, sua idealização é uma obrigação.

Abaixo, transcrevo o texto:

"Art. 140 – Será construído um estádio compatível com a tradição e grandeza do CORINTHIANS, devendo o assunto ser objeto de deliberação especial do CD"

E o mesmo estatuto exige respeito às tradições das cores preto e branco, mas, no último inciso, abre brecha para aquela camisa roxa, ridícula:

"Art. 132 – O pavilhão do CORINTHIANS e seu uniforme terão cores branca e preta

§1º: O pavilhão será branco e conterá, no centro, o atual distintivo ou escudo, tendo, por fundo um salva-vidas, uma âncora e dois remos.

§2º: O uniforme será de calções pretos ou brancos, camisa branca ou preta, e distintivo de cores vermelha e preta, já descritos, à altura do coração.

§3º: O pavilhão, a flâmula, os uniformes e os distintivos do CORINTHIANS deverão estar de acordo com os desenhos aprovados pelo CD.

§4º: O distintivo ou escudo conterá a cor vermelha.

§5º: Excepcionalmente, nas datas comemorativas, em torneios internacionais e outros oficiais, atendendo às necessidades do mercado, as cores tradicionais poderão ser substituídas, destacando-se, todavia, o escudo tradicional."

enviada por Leco Polegar



01/05/2008 01:52

Festa com choro suíno

Meu avô e meu pai sempre me ensinaram: depois de uma vitória do Corinthians, nada melhor do que ver a italianada de Perdizes chorando. Esse é o prato completo: show corinthiano com lamento suíno.




O retranqueiro e mau humorado Mano Menezes teve que se curvar e foi obrigado a montar um time ofensivo, empurrado por sua torcida. Ok, Mano teve seus méritos. Mas precisa entender que torcida tem sim o direito de cobrar. No Corinthians, jogador tem que ouvir torcedor.

Sem essa, Mano. Deixe de lado esse papo hipócrita de alguns jornalistas-torcedores que não conhecem nada de Corinthians. Torcida, jogador e clube são a mesma coisa. E a pressão surtiu efeito: Morumbi lotado e espetáculo em campo ( veja aqui os gols do jogo ).

Não me iludo. Não temos um time que nos dê segurança daqui para frente. Andrés, Antonio Carlos e Mano montaram um elenco sofrível.

Mas o resultado contra o Goiás reacendeu nossa auto-estima. E mostrou aos goianos que clube grande é no Parque São Jorge. Gigante. O campeão dos campeões. Porque a torcida é chamada de Fiel. A do Flamengo, segunda mais apaixonada, até que faz um barulho. Mas tem muito a aprender.

Obrigado, mais uma vez, Corinthians. O time é fraco, mas a garra é enorme. A cobrança só vai aumentar. E o apoio também. Isso é Corinthians. Pressão. E humilhação aos verdes. Sempre.

Ao povinho de Perdizes, repito um recado dado por Paulo Nunes a nós corinthianos em 1999. Acho que a recíproca é verdadeira: fiquem com o paulistinha. Está de bom tamanho.
enviada por Leco Polegar



18/04/2008 01:03

Incompetência

A diretoria do Corinthians conseguiu a proeza de montar um time pior do que o que nos levou ao rebaixamento no ano passado. O atual elenco beira a mediocridade. Antes que me chamem de pessimista, prefiro ser realista.



Andres Sanches e sua turma, incluindo o palmeirense Antônio Carlos, tiveram dois meses para planejar, contratar, dispensar e idealizar um elenco capaz de levar o Corinthians de volta à série A. E não fizeram isso. Nada mais interessa esse ano que não seja o retorno. Nem mesmo a Copa do Brasil (embora concorde com a torcida de que esse torneio é obrigação, acho que isso é sonhar alto demais).

O time atual é risível. Fraco. Com exceção da defesa, com Chicão, Willian e André Santos, não dá para levar a sério o resto da equipe. Mano Menezes, cuja contratação fui a favor, decepciona. O Corinthians é grande, Mano. Não se apequene. Você não está mais naquele time que apanhou da gente em 95 no Olímpico. O Corinthians tem história, meu caro. Seu prazo é curto.

Vamos aos fatos. Bóvio, Marcel e Acosta precisam ser dispensados imediatamente. Nenhum dos três tem condições de vestir essa camisa. Esse Herrera me fez sentir saudades do Alcindo em 96. É uma brincadeira de mau gosto.

E o Lulinha? Quem inventou essa história de craque? Lulinha é uma das maiores fraudes do futebol. Forjaram algo que não existe. Lulinha precisa ser emprestado para o Juventos da Rua Javari, ao time lá do litoral, ao de Perdizes, algo parecido. Ganhar experiência em times pequenos. A não ser que apareça um doido pagando milhões por ele. Aí, é só deixar levar. É lucro na certa.

Falta um meia. Um cara que chame a responsabilidade. Um camisa 10. Um Neto, um Zenon, um Rivelino, um mercenário como aquele ex-jogador Ricardinho, que fugiu para a Turquia.

Esse Douglas do São Caetano é uma incógnita. Fala-se em Elias, da Ponte. Quem é Elias? O Corinthians é coisa séria. Não é lugar de apostas. É lugar de jogador consagrado, consolidado.

Andrés e sua turma começaram mal. O time pode até subir para a Série A. Mas será aos trancos e barrancos. Lá vem sofrimento. De novo. E vai, Corinthians....
enviada por Leco Polegar






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