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25/09/2008 22:52

Ainda bem

Acabo de ler trechos de uma entrevista de Dualib à Rádio Record (veja aqui). Mais uma vez, a história do Corinthians se repete.

Ou melhor, assim como na política, a palavra traição surge nos argumentos de quem é acusado. Ano passado, cobri do início ao fim a crise envolvendo o então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Em sua defesa, Renan se dizia traído pelos colegas. Até hoje diz isso.

No futebol não é diferente. A vida é assim. Quando a crise aperta, todos se afastam. Normal. Dualib colocou o Corinthians na lama. E todos que o cercaram abandonaram.

Me recordo da festa de 93 anos do Corinthians no salão nobre do clube. Eu estava lá, não como repórter do iG, portal onde trabalhava, mas como colaborador do O Gavião. Assisti de perto ao que hoje pode parecer impossível: Dualib, Citadini, Andrés e tantos outros lado a lado celebrando o corinthianismo com uma orquestra do lado de dentro, e a torcida do lado de fora cantando samba (leia aqui).

É, caro Dualib, você apenas reforça o que se tornou rotina na história do Corinthians. Você mesmo traiu Vicente Matheus, não se recorda? E agora reclama de traição? E Wadih Helu nos 70? E Ignácio Trindade na década de 50? Todos traídos, e nenhum santo.

Sua história se encerra assim, caro Dualib. Ainda bem.
enviada por Leco Polegar






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