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25/10/2008 18:54
Voltamos
O time do povo está de volta. A torcida que derrubou um presidente também voltou. Pobre daqueles que subestimaram o clube mais popular do país. O Corinthians será sempre Corinthians.
Varremos a corrupção de Alberto Dualib. E hoje cumprimos a obrigação. É só.
enviada por Leco Polegar
25/09/2008 22:52
Ainda bem
Acabo de ler trechos de uma entrevista de Dualib à Rádio Record (veja aqui). Mais uma vez, a história do Corinthians se repete.
Ou melhor, assim como na política, a palavra traição surge nos argumentos de quem é acusado. Ano passado, cobri do início ao fim a crise envolvendo o então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Em sua defesa, Renan se dizia traído pelos colegas. Até hoje diz isso.
No futebol não é diferente. A vida é assim. Quando a crise aperta, todos se afastam. Normal. Dualib colocou o Corinthians na lama. E todos que o cercaram abandonaram.
Me recordo da festa de 93 anos do Corinthians no salão nobre do clube. Eu estava lá, não como repórter do iG, portal onde trabalhava, mas como colaborador do O Gavião. Assisti de perto ao que hoje pode parecer impossível: Dualib, Citadini, Andrés e tantos outros lado a lado celebrando o corinthianismo com uma orquestra do lado de dentro, e a torcida do lado de fora cantando samba (leia aqui).
É, caro Dualib, você apenas reforça o que se tornou rotina na história do Corinthians. Você mesmo traiu Vicente Matheus, não se recorda? E agora reclama de traição? E Wadih Helu nos 70? E Ignácio Trindade na década de 50? Todos traídos, e nenhum santo.
Sua história se encerra assim, caro Dualib. Ainda bem.
enviada por Leco Polegar
25/09/2008 22:48
Vale a pena ler
Achei a entrevista que fiz com Lourenço Diaféria em outubro de 2003 para o jornal O Gavião. Uma aula de corinthianismo. Lá de cima, os operários do Bom Retiro certamente fazem festa na sua chegada:
Clique aqui para ler no site da Gaviões.
Ou leia abaixo:
O Gavião - Muita coisa tê surpreendeu na história do Corinthians?
Lourenço Diaféria - Quando comecei a escrever o livro, cheguei a algumas conclusões que já supunha que existissem. Mas eu acabei me convencendo. Por exemplo: eu entendo que o Corinthians é o maior clube do Brasil. Não porque eu acho. O Flamengo não é maior que o Corinthians. O Flamengo começou na época em que só havia uma emissora nacional, que era a Rádio Nacional. Então só se falava no Flamengo, já que era a rádio Nacional do Rio que comandava a rádio no país. Esse negócio de torcida é influência da rádio. Eu entendo hoje que o Corinthians, pelas suas origens, seu projeto e uma série de características, é o maior clube do Brasil.
O Gavião - O livro conta que o Corinthians foi fundado sob a luz do lampião. Isso é uma lenda ou realmente é verdade?
Diaféria - É verdade. Aí você vai às raízes do Corinthians. O Corinthians começou sem emissora, sem rádio, inclusive sem placa. Os fundadores não tinham sede. Se reuniam no Bom Retiro, na rua. Quando falo que nasceu à luz do lampião, pode parecer romantismo. Mas é que não tinha sede.
O Gavião - E isso o ajudou a ser um clube popular?
Diaféria - Acho que não. É que o Corinthians é uma manifestação das mais autênticas, senão a mais. Esse é o ponto. Não é um clube popular. É o clube popular. Porque ele nasceu com o povo. Na história do Corinthians até o roupeiro tem importância.
O Gavião - O livro diz que antes de Corinthians, outros dois nomes foram sugeridos: Santos Dumont e Carlos Gomes. Procede isso? O Corinthians quase se chamou Santos Dumont?
Diaféria - Sim. Ninguém se lembrava em dar o nome Corinthians. É um nome estrangeiro. Os torcedores deram sugestões. Mas prevaleceu Corinthians por causa de um clube inglês, o Corinthian, que havia visitado o Brasil na época.
O Gavião - No livro, você fala bastante do Neco...
Diaféria - O Neco foi um padrão corinthiano numa época em que o futebol era diferente. Uma vez ele recebeu uma proposta muito boa do Fluminense. O pai dele disse que, se ele fosse, iria tomar uma surra. E o Neco começou e acabou no Corinthians.
O Gavião - O livro fala muito do distintivo do Corinthians. Você concorda que é o mais bonito do Brasil?
Diaféria - É o mais bem trabalhado. É a tal história: no distintivo do Corinthians tem tudo. Tem âncora, o símbolo da esperança. Os remos, do tempo em que o clube tinha regata. Tem ainda a bandeira paulista. De todos os clubes, o único que tem a bandeira é o Corinthians. Tem a corda da embarcação também. Ele começou com duas letras cruzadas e foi evoluindo. É lindo. É uma obra de arte.
O Gavião - O livro conta também um pouco de Elisa, Tantã e Chico Mendes. Eles foram os torcedores símbolos da história do clube?
Diaféria - Hoje não são mais. Porque estamos voltando no tempo. A Elisa era empregada doméstica. E tinha um trato: em dia de jogo do Corinthians, ela não trabalhava. O Chico Mendes, que também faleceu, inventou o charuto corinthiano. O charuto virou um símbolo. O Tantã não tinha uma perna. Ele ia ao estádio de muleta. E tem uma história que parece folclore: ele iria casar, mas o Corinthians marcou um jogo na mesma data, e ele mudou a data do casamento. Hoje temos também a Tia Geni, que era lugar-tenente da Elisa, segundo posto.
O Gavião - O Corinthians é um fenômeno social?
Diaféria - É lógico que sim. Hoje (data da entrevista) é dia 1º de outubro. Os jornais dizem que um ex-presidente do Flamengo foi preso. Se isso acontece no Corinthians, a casa teria caído.
enviada por Leco Polegar
25/09/2008 18:16
DIA DE FESTA! A PRAGA TÁ FORA
"GLOBOESPORTE.COM
São Paulo
Tamanho da letra
O ex-presidente corintiano Alberto Dualib pediu, nesta quinta-feira, o seu desligamento do quadro associativo do clube. Dualib, que renunciou ao cargo em agosto do ano passado, seria expulso na próxima terça-feira, dia 30, em reunião do Conselho Deliberativo.
Tanto Dualib quanto o seu vice-presidente Nesi Curi, que também apresentou renúncia em 2007, são alvos de diversas investigações do Ministério Público, com acusações de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e emissão de notas frias. Baseado nisso, a ala de oposição solicitou a sua expulsão do clube.
Na última quinta-feira, o ex-dirigente chegou a entregar, através de um dos seus advogados, a sua defesa. Mas, nesta quinta, decidiu-se pelo desligamento. O pedido de Alberto Dualib foi recebido pelo presidente do Conselho Deliberativo, Carlos João Eduardo Senger.
Apesar disso, a reunião dos conselheiros na próxima terça-feira está mantida. Servirá apenas para oficializar a sua saída."
enviada por Leco Polegar
17/09/2008 11:32
Morre parte da história do Corinthians
A nação corinthiana está de luto. A história do Corinthians está de luto. Morreu hoje o cronista e corinthiano Lourenço Diaféria, aos 75 anos. Ele é o autor do livro "Coração Corinthiano", lançado pela Fundação Nestlé no começo dos anos 90.
Ganhei o livro aos 13 anos de meu pai. Em 600 páginas, Diaféria conta com detalhes como o clube mais popular do Brasil foi criado.
Por causa dele, aprendi que jovens operários do Bom Retiro fundaram no dia primeiro de setembro de 1910 uma paixão. Através de Diaféria, conheci nomes como Alexandre Magnami, Joaquim Ambrósio, Antonio Pereira, Rafael Perrone, e outros operáros. Graças a eles existe hoje essa nação chamada Corinthians.
Conheci Diaféria pessoalmente em 2003, quando gravei meu documentário "Corinthians, Minha Paixão é Você" para o trabalho de conclusão do curso de jornalismo da PUC-SP. Além de toda simpatia, ele me passou um pouco mais da história do clube.
Coloquei no documentário uma frase dele que jamais esquecerei: "O Corinthians é uma mistura de anseio popular, de fibra, é um fenômeno sociológico ainda não investigado direito".
Sábio Diaféria. Descanse em paz ai cima. Os operários do Bom Retiro vão recebê-lo com toda honra merecida. Lá em cima, o hino do Corinthians toca na sua chegada.
enviada por Leco Polegar
16/09/2008 17:26
DF
O blog está de volta nesse endereço. Hoje é dia de festa aqui em Brasília.
Mais um treino de volta à série A!
enviada por Leco Polegar
08/05/2008 00:11
O Flamengo não me engana
A eliminação do Flamengo da Libertadores comprova duas coisas. Primeiro é que o time deles é mediano. Uma coisa é ganhar o quadrangular no Rio de Janeiro (sim, aquilo não é campeonato, é um torneio com quatro equipes). Outra é disputar uma Libertadores.
Essa ilusão, estimulada pela Rede Globo, de que o Fla, Raça, Amor e Paixão, é um timaço leva a esses micos como o desta noite. Sem falar nesse Joel Santana, uma das maiores fraudes que o futebol já inventou. Nunca vi uma preleção, como a TV mostrou, em que o treinador só fala: vamos lá, car.... Isso é coisa de várzea.
Em segundo lugar, vale registrar o que disse o narrador da Globo no fim do jogo: A torcida não consegue incentivar. Boa. É isso. Ninguém dúvida que o Flamengo tem a maior torcida. A Rádio Nacional merece uma estátua na Gávea.
Agora, não me diga que eles são apaixonados. Não são. São maiores. Mas fracos. Torcida oba-oba que se cala na hora em que o time mais precisa dela. Canta músicas que não empurram o time, fica com esse mela-cueca de estádio insosso.
Sinceramente, indicaria a torcida do Flamengo para animar festa de criança. Faria uma festa linda. Agora, empurrar time de futebol, meu deus. Que fiasco.
Sugiro aos flameguistas de verdade, aqueles parecidos com os são-paulinos que se empolgam em decisões, que façam um curso com a Fiel Torcida.
Passamos 23 anos sem títulos, e a torcida só cresceu. O Corinthians sendo rebaixado no ano passado e não paramos de apoiar. Ahh, e no dia 5 de dezembro de 1976, colocamos 75 mil corinthianos no Maracanã.
É isso. O Flamengo não tem time. Tem torcida, mas amadora. O Corinthians tem uma diferença: não tem uma torcida. É a torcida que tem um time.
enviada por Leco Polegar
05/05/2008 13:52
Está no papel
Embora eu ache que a construção de um estádio não seja essencial no momento, descobri que o novo estatuto do clube, aprovado em março deste ano, fala nisso. É o artigo 140. Ou seja, teoricamente, sua idealização é uma obrigação.
Abaixo, transcrevo o texto:
"Art. 140 Será construído um estádio compatível com a tradição e grandeza do CORINTHIANS, devendo o assunto ser objeto de deliberação especial do CD"
E o mesmo estatuto exige respeito às tradições das cores preto e branco, mas, no último inciso, abre brecha para aquela camisa roxa, ridícula:
"Art. 132 O pavilhão do CORINTHIANS e seu uniforme terão cores branca e preta
§1º: O pavilhão será branco e conterá, no centro, o atual distintivo ou escudo, tendo, por fundo um salva-vidas, uma âncora e dois remos.
§2º: O uniforme será de calções pretos ou brancos, camisa branca ou preta, e distintivo de cores vermelha e preta, já descritos, à altura do coração.
§3º: O pavilhão, a flâmula, os uniformes e os distintivos do CORINTHIANS deverão estar de acordo com os desenhos aprovados pelo CD.
§4º: O distintivo ou escudo conterá a cor vermelha.
§5º: Excepcionalmente, nas datas comemorativas, em torneios internacionais e outros oficiais, atendendo às necessidades do mercado, as cores tradicionais poderão ser substituídas, destacando-se, todavia, o escudo tradicional."
enviada por Leco Polegar
01/05/2008 01:52
Festa com choro suíno
Meu avô e meu pai sempre me ensinaram: depois de uma vitória do Corinthians, nada melhor do que ver a italianada de Perdizes chorando. Esse é o prato completo: show corinthiano com lamento suíno.
O retranqueiro e mau humorado Mano Menezes teve que se curvar e foi obrigado a montar um time ofensivo, empurrado por sua torcida. Ok, Mano teve seus méritos. Mas precisa entender que torcida tem sim o direito de cobrar. No Corinthians, jogador tem que ouvir torcedor.
Sem essa, Mano. Deixe de lado esse papo hipócrita de alguns jornalistas-torcedores que não conhecem nada de Corinthians. Torcida, jogador e clube são a mesma coisa. E a pressão surtiu efeito: Morumbi lotado e espetáculo em campo ( veja aqui os gols do jogo ).
Não me iludo. Não temos um time que nos dê segurança daqui para frente. Andrés, Antonio Carlos e Mano montaram um elenco sofrível.
Mas o resultado contra o Goiás reacendeu nossa auto-estima. E mostrou aos goianos que clube grande é no Parque São Jorge. Gigante. O campeão dos campeões. Porque a torcida é chamada de Fiel. A do Flamengo, segunda mais apaixonada, até que faz um barulho. Mas tem muito a aprender.
Obrigado, mais uma vez, Corinthians. O time é fraco, mas a garra é enorme. A cobrança só vai aumentar. E o apoio também. Isso é Corinthians. Pressão. E humilhação aos verdes. Sempre.
Ao povinho de Perdizes, repito um recado dado por Paulo Nunes a nós corinthianos em 1999. Acho que a recíproca é verdadeira: fiquem com o paulistinha. Está de bom tamanho.
enviada por Leco Polegar
18/04/2008 01:03
Incompetência
A diretoria do Corinthians conseguiu a proeza de montar um time pior do que o que nos levou ao rebaixamento no ano passado. O atual elenco beira a mediocridade. Antes que me chamem de pessimista, prefiro ser realista.
Andres Sanches e sua turma, incluindo o palmeirense Antônio Carlos, tiveram dois meses para planejar, contratar, dispensar e idealizar um elenco capaz de levar o Corinthians de volta à série A. E não fizeram isso. Nada mais interessa esse ano que não seja o retorno. Nem mesmo a Copa do Brasil (embora concorde com a torcida de que esse torneio é obrigação, acho que isso é sonhar alto demais).
O time atual é risível. Fraco. Com exceção da defesa, com Chicão, Willian e André Santos, não dá para levar a sério o resto da equipe. Mano Menezes, cuja contratação fui a favor, decepciona. O Corinthians é grande, Mano. Não se apequene. Você não está mais naquele time que apanhou da gente em 95 no Olímpico. O Corinthians tem história, meu caro. Seu prazo é curto.
Vamos aos fatos. Bóvio, Marcel e Acosta precisam ser dispensados imediatamente. Nenhum dos três tem condições de vestir essa camisa. Esse Herrera me fez sentir saudades do Alcindo em 96. É uma brincadeira de mau gosto.
E o Lulinha? Quem inventou essa história de craque? Lulinha é uma das maiores fraudes do futebol. Forjaram algo que não existe. Lulinha precisa ser emprestado para o Juventos da Rua Javari, ao time lá do litoral, ao de Perdizes, algo parecido. Ganhar experiência em times pequenos. A não ser que apareça um doido pagando milhões por ele. Aí, é só deixar levar. É lucro na certa.
Falta um meia. Um cara que chame a responsabilidade. Um camisa 10. Um Neto, um Zenon, um Rivelino, um mercenário como aquele ex-jogador Ricardinho, que fugiu para a Turquia.
Esse Douglas do São Caetano é uma incógnita. Fala-se em Elias, da Ponte. Quem é Elias? O Corinthians é coisa séria. Não é lugar de apostas. É lugar de jogador consagrado, consolidado.
Andrés e sua turma começaram mal. O time pode até subir para a Série A. Mas será aos trancos e barrancos. Lá vem sofrimento. De novo. E vai, Corinthians....
enviada por Leco Polegar
10/03/2008 16:27
Demorou...
Do Portal G1:
A 15ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou denúncia do Ministério Público contra o ex-presidente do Sport Club Corinthians Alberto Dualib, três ex-integrantes da direção do clube e um empresário por formação de quadrilha e estelionato.
A denúncia, encaminhada à Justiça no dia 28 de fevereiro, foi aceita na sexta-feira (7) pelo juiz Marcelo Semer. O processo deve correr em segredo de Justiça. Interrogatório com os acusados foi marcado para o dia 23 de abril deste ano.
De acordo com a denúncia, assinada por quatro promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do MP, os suspeitos teriam desviado do Corinthians R$ 1.433.333,00 (conforme notas fiscais friais, citadas em relatório da polícia) até R$ 5,4 milhões (valor estimado pelo MP com base no relato de testemunhas).
Leia mais aqui
enviada por Leco Polegar
04/03/2008 00:07
De olho para evitar novo golpe no Corinthians
O Corinthians tem um jogo crucial no dia 18 de março que não está na tabela do Paulistão, muito menos na da Copa do Brasil. A partida é no Parque São Jorge: a votação do novo estatuto do clube que decidirá se as próximas eleições serão diretas ou se a ditadura do Conselho Deliberativo será mantida. Conheceremos de perto se o presidente Andres Sanches quer ou não democratizar o Corinthians. Se ele foi ou não picado pela mosca azul do poder.
O mandato de Andres termina em 2009. Qualquer sinal de movimento dele contrário às eleições diretas é a demonstração de que respira o mesmo ar de Dualib. É preciso ficar de olho e evitar um golpe na calada da noite do dia 18, como tantos outros dados pelo ex-ditador num passado recente. Pode ser coincidência, mas o link para o item "reforma estatutária" no site do clube não funcionava até às 23h50 de segunda-feira (clique aqui)
Certa vez, quando ajudava no jornal "O Gavião", em 2004, marquei dois encontros com Andres para discutir a administração Dualib. Um deles na famosa "Lellis Tratoria". Levei cano nas duas vezes. Andres recuou. Por isso, tenho os dois pés atrás em relação a ele, até porque é cria do ex-ditador. Andres tem que provar todos os dias que não repetirá nenhum capítulo do período negro do Corinthians. E a votação do estatuto no dia 18 se inclui nesse jogo.
Andres Sanches e o Conselho Deliberativo têm a obrigação de aprovar o formato de eleições diretas no Corinthians. Caso contrário, jogarão fora qualquer esperança depositada pela torcida corinthiana com a queda de Dualib em 2007. Se o Corinthians quer sair da lama e honrar sua história, nada mais coerente do que dar aos seus sócios o direito de escolher o futuro do clube.
O período da panela já acabou. O Conselho Deliberativo, que hoje escolhe o presidente do clube, não é dono do Corinthians. São deputados, empresários, magistrados, pessoas que não representam o que há de mais importante na história corinthiana: o povo. Corinthians é povo. E cabe a ele escolher quem comandará o clube.
Cansei de ir ao Parque São Jorge e encontrar senhores no famoso "cantinho do céu" se achando os donos do Corinthians. É gente que adora falar "eu estava na final de 54", mas que nunca fez nada pelo clube. Esse é o ranço deixado por Dualib. E as eleições diretas são o primeiro passo para banir essa gente do Parque São Jorge.
Sei que muita gente vem com aquele papo: "deixa de ser chato em ficar falando de política do clube". Sem problemas. É só dar um clique e mudar de página. Esse blog existe há cinco anos. E há cinco anos vinha alertando sobre a administração desastrosa de Alberto Dualib. E os alienados que se preocupavam mais com o que rolava dentro de campo do que com o que acontecia fora dele talvez hoje reconheçam a parcela de culpa no rebaixamento do ano passado. Sim, a torcida tem sua culpa por ter fechado os olhos e se iludido com medalhões dentro de campo. O Corinthians é maior do que isso.
enviada por Leco Polegar
01/03/2008 15:46
Inesquecível!
Clique aqui para ouvir um dia histórico.
enviada por Leco Polegar
03/12/2007 12:19
Quanta bobagem....
Quanta bobagem essa história de segunda divisão. Quando os jovens operários do bairro do Bom Retiro fundaram o Corinthians à luz do lampião em 1º de setembro de 1910 sequer ambicionavam fazer parte do primeiro escalão do futebol. Queriam, na verdade, apenas criar um time para a classe trabalhadora da cidade, em contraponto à elite paulistana que segregava o povo do esporte então predominante burguês. Nascia ali o time do povo. Só isso já justifica sua história.
Sob a benção de São Jorge, o sonho foi idealizado por Miguel Bataglia, Alexandre Magnami, Rafael Perrone, Antônio Pereira, entre outros, que esperavam dar aos operários da cidade a chance de torcer e, naquela época, até jogar por um time de futebol.
Eles, no entanto, talvez não imaginassem que, 97 anos depois, esse clube teria a torcida mais apaixonada do país, a mais fiel e a mais devota. Talvez não imaginassem que o Corinthians se transformaria numa religião, em um estado de espírito, e na razão de viver de muitas pessoas.
O problema é que, talvez, não imaginassem que aquele clube fundado ali, sem muita pompa e que se transformou num fato social, fosse alvo de uma quadrilha, interessada em falcatruas financeiras às custas da paixão de seu torcedor.
Se o preço para queda do ditador e nefasto Alberto Dualib era a segunda divisão, saiu de graça. O Corinthians é muito mais do que isso. Seja na primeira, na segunda, na terceira, ou até mesmo no famoso Desafio ao Galo, o que menos importa é onde o Corinthians jogará. O que vale é como. Do lado de fora, a torcida faz a sua parte. Como sempre fez até hoje.
Não são as glórias que motivam o corinthiano. O que leva o fiel torcedor a venerar o Corinthians é simplesmente isso: Corinthians. Difícil entender? Para nós, não. Para quem ficou 23 anos sem títulos, jogar um ano numa divisão considerada inferior não é nada. É apenas resultado do assalto cometido nos últimos anos. Pessoas que envergonharam a história do clube. O inferno os receberá um dia.
Agora, nada muda na vida do corinthiano. É por isso que ele é diferente. E incomoda tanto. No domingo, o mundo esportivo parou para ver o Corinthians ser rebaixado. Por que? Simples. Muitos queriam ser como o corinthiano. Fiel, fanático, apaixonado. Mas não conseguem.
Que a segunda divisão seja apenas mais um percalço do maior clube de São Paulo e do mais apaixonado do país. O centenário está chegando. E, sinceramente, pouco me importa a divisão em que jogaremos. O que importa é que sou Corinthians. Uma torcida que tem um bando de louco. Louco por ti.
O Corinthians da invasão de 1976. O Corinthians do Mundial de 2000. O Corinthians do título de 1954. O Corinthians de Neco, Luizinho Polegar, Cabeção, Baltazar, Cláudio, Rivelino, Sócrates, Casagrande, Biro-Biro, Neto e Ronaldo. O Corinthians das multidões. O Campeão dos Campeões, ETERNAMENTE em nossos Corações.
enviada por Leco Polegar
24/11/2007 16:10
Em tempo....
Esse blog está descansando, à espera de que os jogadores honrem a camisa nesses últimos dois jogos. Corinthians, sempre! Sempre.
enviada por Leco Polegar
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